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A CONTRIBUIÇÃO DO BODE À CAMISINHA

- 30/09/2010

Carneiros e bodes acompanharam a civilização humana, muito mais

do que se pensa, ajudando até nos momentos de grande intimidade.

 

O livro “A assustadora história da Medicina” de Richard Gordon ilustra que a camisinha tem a ver com bodes e carneiros no correr dos milênios. Afinal, eram os principais animais que acompanhavam a civilização antiga! A riqueza de um homem era medida pelas cabeças de ovelhas e cabras que tinha! Além de produzir lã, leite, carne, pelos, pele, estrume, os pequenos animais faziam parte da cultura popular, servindo para outras finalidades. Algumas partes do animal eram utilizadas para magia, para medicina e também para garantir tranquilidade na prática sexual.

Os homens, como caçadores, nômades, enfrentavam perigos durante as caçadas, ferindo, muitas vezes, o órgão sexual. Tratavam, então, de improvisar alguns artefatos que pudessem proteger o tão importante órgão. Foi assim que nasceu a “camisinha”, muitos milênios antes de Cristo. A intenção, portanto, era proteger o órgão contra ferimentos!

 

3680 aC - Talvez a informação mais antiga sejam os desenhos nas cavernas de Combarelles, descobertas em 1901, na França. Foram ocupadas pelo Homem de Cro-Magnon. As modernas datações de carbono-14 determinam que as cavernas estiveram ocupadas entre 13680 aC até 11380 aC. Neste período, portanto, já havia preocupação com a proteção do órgão masculino - é o que afirmam os órgãos sexuais devidamente protegidos nas ilustrações da caverna.

 

3000 aC - Os antropólogos modernos, porém, ainda não chegaram a acordo sobre os “pais” da camisinha. Um artigo publicado pela Real Sociedade de Medicina inglesa afirma que os chineses foram os criadores da primeira versão do preservativo: seriam envoltórios de papel de seda untados com óleo. Dali o costume teria migrado para o Japão e grande parte da Ásia. O mesmo artigo diz que os japoneses costumavam usar uma carapaça feita de casco de tartaruga ou de couro fino. A carapaça de tartaruga era para proteger o órgão contra ferimentos, como um capacete! Naqueles tempos, talvez ninguém pensasse em camisinha para proteção em relações sexuais, uma vez que não se tinha notícia de doenças sexuais.

 

1890 aC - Existem menções escritas sobre a camisinha no Egito Antigo. De acordo com Aine Collier, professora da Universidade de Maryland, nos EUA, e autora do livro “A pobre pequena camisinha: uma história” (The Humble Little Condom: A History), "o homem rico egípcio usava finas camisinhas de papiro, ou elaborava coberturas para o órgão se­xual, feitas de couro e pele". Há, então, anotações de que os egípcios, em 1890 aC, uti­lizavam protetores para o órgão se­xual masculino, confeccionados em linho ou a partir de intestinos cozidos de animais, geralmente carneiros ou bodes. Tais protetores, porém, talvez não tivessem função contraceptiva: funcionariam como estojos protetores (capas, bainhas) contra galhos e picadas de insetos durante as caçadas.

As mulheres egípcias, por sua vez, sabiam bloquear a “semente” masculina, com vários produtos; destacando-se as fezes de crocodilo. As fezes do réptil têm pH alcalino, tal como os modernos espermicidas. Também utilizavam uma mistura de mel e bicarbonato de sódio.

 

1600 aC - Na Grécia antiga (Creta) a moda entre as mulheres era ferver testículos de burro e passar o líquido resultante no órgão sexual. Como esse animal, híbrido do cavalo e do jumento, é incapaz de ter filhos, as gregas acreditavam que podiam ficar inférteis temporariamente.

 

1085 aC - Também há relatos acerca do rei Minos, de Knossos, que recorria a bexigas natatórias de peixes como preservativo. O mesmo rei Minos, filho do deus todo-poderoso, Zeus, e de Europa, era casado com Pasiphe. O monarca era conhecido por seu amor pelas mulheres e suas inúmeras amantes. Por obra de Pasiphê, Minos passou a ejacular serpentes, escorpiões e lacraias, que matavam todas aquelas que se deitassem com o soberano. Pasiphê era imune ao feitiço aplicado a Minos, mas este tornou o rei incapaz de procriar. Minos, no entanto, apaixonou-se por Procris, filha do rei Erechteus, de Atenas. Para evitar que a relação com Minos lhe trouxesse a morte, pois sua “semente” era cheia de serpentes e escorpiões, a inteligente Procris introduziu em seu órgão sexual uma bexiga de cabra. Os monstros ficaram aprisionados dentro da bexiga e Procris escapou do destino fatal que já havia liquidado as outras amantes de Minos. É a primeira menção de uma camisinha feminina.

 Início da era cristã

 

900 - Segundo o jornalista francês Vincent Vidal, autor do divertido “Pequena história do preservativo” (La Petite Histoire du Préservatif), a invenção do artefato parece ter ocorrido apenas no século 10, na Ásia. Segundo ele, os chineses improvisavam uma camisinha, usando papel de seda lubrificado com alguns óleos. Já os japoneses utilizavam um acessório rígido – e aparentemente muito incômodo – feito de carapaça de tartaruga, de acordo com as tradições.

 

1000 - Na Europa, as camisinhas originais eram feitas de intestino de ovelha, bezerro ou cabra. Esses tipos ainda são fabricados ainda hoje. São mais caros e com o incômodo extra de ter uma costura, sendo comprados principalmente por pessoas que apresentam alergia ao moderno látex.

 

1260 - Na Idade Média, o teólogo alemão Alberto, o Grande, prescrevia po­ções feitas com órgãos sexuais de touros para evitar filhos! A solução mais po­pular daquela época, entretanto, eram as esponjas para órgão sexual feminino, fei­tas de folhas de menta e acácia, ou então cera de abelhas, que tinha a função de absorver a “semente” masculina. O pro­blema é que tais produtos só eram inseridos no órgão feminino depois da relação sexual, quando já era tarde demais! Alberto recolheu estes conhecimentos no seu caminho único de santidade, afirmando que a intenção era conhecer a ciência de Deus. Suas obras es­critas encheram 22 grossos volumes e exemplificou como viver com equilíbrio, graça e fé, sem contradizer a razão. O uso de um “tubo”, como intestino de carneiros ou bodes, era bastante racional.

 

1450 - Segundo John Collier, homens e mulheres eram aconselhados a usar uma cobertura de pelos de crina de mula durante o sexo. "Eles acreditavam que o artefato era mágico e prevenia a gra­videz". Outra forma inusitada de proteção era a usada durante o Renascimento, quando mulheres colocavam aranhas mortas embaixo do braço para tentar não engravidar. "Claro que nada disso funcionava", diz Collier.

 

1564 - No Ocidente, o uso de “camisinha” era tabu até o final da Idade Mé­dia. Nessa época, a sífilis e outras doen­ças venérias assolavam a Europa. A ciên­cia entrou, finalmente, na história, quando o anatomista italiano Gabrielle Fallopius inventou uma espécie de "capa ou bainha” de linho, feita sob medida para cada cliente, embebida em ervas e absinto. O artefato protegia os pacientes da sífilis; sendo o primeiro preservativo para evitar doenças venéreas. Ele chamou ao invento de “Morbo Gallico”, em ar­tigo deste ano. O experimento foi testado em 1.100 homens e nenhum deles chegou a ser infectado! Como o artefato funcionou bem, logo as pessoas perceberam a possibilidade de usar a camisinha para evitar também gravidez. Logo depois, os franceses relataram o uso de um “sachê” feito de tecido, para combater o “mal napolitano” (nome dado à sífilis), enquanto os italianos se referiam à mesma doença como “mal francês”. A camisinha, portanto, ganhava popularida­de para combater as doenças vené­reas.

 

1590 - Os preservativos de linho passaram a ser embebidos em várias soluções químicas e, depois, secados. Fo­ram os precursores dos modernos espermicidas.

 

1600 - O nome “camisinha” surgiu na época do esforço contra a sífilis, graças ao dramaturgo inglês William Shakespeare (1564 - 1616), um dos autores que mais bem compreenderam as peculiaridades dos relacionamentos humanos, ele chamou o apetrecho para proteger o órgão masculino de “luva-de-vênus”, em homenagem à deusa romana do amor. Em português, o nome ficou sendo “camisa-de-vênus”, que deu origem ao apelido carinhoso usado hoje em dia.

 

  1650 - Em meados do século 17, na Europa, surgiram as primeiras referências à camisinha como meio de evitar a gravidez. O objetivo principal não era o planejamento familiar, mas a diminuição do número de filhos ilegítimos.

 

1664 - Um médico inglês, conhecido como Dr. Condom, resolveu criar um protetor feito com tripa de animais (carneiros e bodes) para o rei Carlos II da In­glaterra, a fim de evitar o aumento no já alarmante número de filhos ilegítimos do monarca. (No entanto não há qualquer evidência de que tal médico tenha realmente existido). Deixou, porém, seu nome à camisinha inglesa (“condom”). Talvez o médico fosse francês, ou mesmo jamais tenha existido. Em latim “condere” significa “esconder, proteger”. Na França existe a cidade de Condom, de 6.781 habitantes, entre Bordeaux e Toulouse, onde poderia ter surgido o nome do artefato por iniciativa dos açougueiros locais! Recentemente, o povo da cidade de Condom abriu um museu da ca­misinha e uma fábrica de borracha com sabor de armanhaque, um tipo de conhaque produzido na região.

 

 

 

A criação de animais sempre deu satisfação aos donos

 

1700 - O uso da camisinha popularizou-se e cresceu muito por volta do ano 1700, quando as camisinhas passaram a ser feitas, em escala, de membranas de intestino de carneiros devidamente preparadas. Era o melhor mate­rial: fino, resistente, oleoso, adaptando-se corretamente ao órgão masculino, sem permitir ferimentos nas relações sexuais. Também se utilizavam o ceco ou a bexiga do animal. A frente era costurada; atrás era amarrada por uma fita.

 

1708 - O rei francês, Luis XIV (1638-1715), teria comprado 300 “máquinas” e as levou para a França, para impedir que suas amantes engravidassem (O Guia dos Amantes, Nova Cultural, 1996). O rei podia, então, preocupar-se menos com as dores de cabeça causadas pelo nascimento de filhos ilegítmos.

 

1709 - Muitas vezes, a camisinha de tripa de carneiro estourava. Surgiu, então, o "Duplo superfino" para os fregueses mais cautelosos, feito com a superposição e a colagem de dois cecos, a extremidade fechada do intestino grosso do carneiro. Essa tripa ovina profilática foi pela primeira vez anunciada como “um aparelho para a prevenção dos inconvenientes das aventuras amorosas”, no jornal The Tatler, em 12 de maio de 1709.

 

1709 - Na chique corte de Versalhes, nos arredores de Paris, os preservativos não eram feitos de tripas de animais, mas de veludo ou seda. Enquanto isso, nas ruas parisienses, as camisinhas eram vendidas clandestinamente. O motivo era re­­ligioso: a Igreja Católica pregava que o sexo deveria ser praticado entre marido e mulher e servir somente para a reprodução - como insiste até ho­je.

 

1709 - Muitos achavam que as camisinhas eram "Armaduras" que reduziam o prazer, mas já tinham nomes: Lizzies, Nannies, Louisas, Megs. Alguns preferiam as feitas de linho, que precisavam ser molhadas antes de usar. “Elas ainda eram mais econômicas que as Bau­druches da senhora Phillips, porque podiam ser lavadas na lavanderia de camisinhas em St. Martin Lane” - diz um comentário da época.

 

1714 - Outro episódio contribuiu para a difusão da camisinha. Ao final da Guerra da Sucessão Espanhola, líderes das principais nações europeias resolveram se reunir na cidade de Utrecht (1713-1714). Tal evento chamou para o local toda a sorte de donzelas, ávidas em proporcionar diversão aos congressistas e desejosas por conseguir algum dinheiro. Traziam consigo, porém, algo já bem conhecido da ciência europeia: doenças venéreas. Um criativo artesão local teve uma ideia: adquiriu grande estoque de tripas, cecos e bexigas de carneiros, passando a costurar os artefatos na forma de uma bainha anatômica. Era a camisinha alemã que surgia, já como preservativo.

 

1720 - A sífilis assombrava a Europa, desde o século XVI, atingindo grandes proporções no correr dos séculos. Muitas campanhas de prevenção foram realizadas, mas sem efeito. O tratamento somente passou a ter eficácia quando as “camisinhas” de tripas (ceco, bexiga) de carneiros e bodes foram se popularizando. O tratamento médico somente iria surgir na segunda metade do século XX.

 

1750 - Em Londres, os comer­cian­tes vendiam preservativos lavados, de segunda mão, com desconto.

 

1760 - Se, em Paris, a marcação sobre a camisinha era cerrada, em Londres as coisas eram mais liberais. Na metade do século 18, uma então célebre cafetina conhecida como Miss Phillips passou a fabricar e vender camisinhas de tripa de carneiro para seus clien­tes. A camisinha favorecia o surgimento de novas “casas de luxo”, onde o sexo podia ser praticado com segurança.

 

1763 - Outra senhora libertina, uma tal Miss Perkins, copiou a ideia de Miss Phillips e abriu um estabelecimento semelhante. A disputa entre as duas madames incendiou o mercado do sexo, mas acabou indignando as autoridades londrinas, que resolveram proibir a venda de camisinhas.

 

1763 - O primeiro grande defensor da camisinha foi o inglês James Boswell que, ao longo da vida, teve 19 crises de gonorreia, a primeira aos 22 anos em 1763. Ele usava camisinhas de tripa de carneiro ou cabra, temperadas, perfumadas, com 20 centímetros de comprimento, delicadamente fabricadas em moldes de vidro pelas mãos da proprietária, a senhora Phillips, que tinha uma loja em Leicester Square. As de melhor qualidade, Baudruches (balões) superfinas, eram amarradas na extremidade superior com fitas nas cores da bandeira da Inglaterra.

 

1780 -  A expressão preservativo apareceu pela primeira vez nos anún­cios das casas de prostituição de Paris, em 1780: "Nesta casa fabricam-se preservativos de alta segurança, bandagens e artigos de higiene." Ela foi logo substituí­da por uma expressão curiosa, “redingote anglaise”, que queria dizer “sobretudo inglês”, o que equivaleria hoje ao termo “camisa-de-vênus” ou mais intimamente falando, "camisinha".

 

1787 - A polêmica a respeito da camisinha feita com tripas de carneiro acabou envolvendo dois dos mais famosos devassos da Europa. Em “A Filosofia na Alcova”, escrito em 1787, o marquês de Sade recomendava o uso de sa­cos de pele animal no órgão masculino. O objetivo era evitar as consequências indesejáveis das orgias. Mas, na mesma época em que o nobre francês fazia apologia da prevenção, a camisinha ganhava um inimigo inesperado. Giácomo Casanova, lendário conquistador italiano, que considerava o artefato incômodo demais. “Jamais me valerei de uma pele morta para provar que estou vivo”, teria dito ele. Mesmo assim, Casanova parece ter se rendido à necessidade da camisinha, depois de pegar sífilis pela 11ª vez, claro!

 

1789 - Na França, a legalização veio com a Revolução Francesa, quando surgiu uma loja parisiense especializada em camisinhas. Os clientes, cavalheiros de variados países, passavam por alguns constrangimentos até descobrirem o milagroso artefato. Como os preservativos eram costurados sob medida, os homens precisavam ser convencidos pelos vendedores a levar o tamanho apropriado, sem exagerar.

 

1798 - No fim do século 18, as camisinhas continuavam proibidas na Inglaterra, mas, em 1798, o economista britânico Thomas Malthus divulgou uma tese que gerou pavor: o crescimento da po­pulação seria sempre maior que o aumento da capacidade de produzir comida, o que levaria a humanidade à miséria. Como era pastor, Malthus defendia a abstinência para controlar a natalidade. As autoridades britânicas, inspiradas pelas sombrias palavras de Malthus, finalmente passaram a fazer vista grossa ao uso dos preservativos.

 

1840 - Enquanto os europeus ainda se viravam com camisinhas feitas de pano, pele ou tripas de carneiros e bodes, um americano fez uma descoberta revolucionária. Charles Goodyear descobriu o processo de vulcanização da borracha, em 1839, que consiste na transformação do látex cru em uma estrutura elástica resistente. Com aquecimento e adição de enxofre, a borracha se tornava bastante maleável e resistente, capaz de ser moldada das mais diversas formas. Isso permitiria a confecção de preservativos de borracha. No início, porém, eram grossos e caros. Podiam ser lavados e utilizados diversas vezes, até que a borracha arrebentasse.

 

1850 - Produtores norte-americanos passaram a fabricar, sistematicamente, uma camisinha dura, grossa, e ... desconfortável. A maioria dos homens e mulheres iria continuar preferindo o produto de origem animal até o final do século XIX, quando entrariam em cena os alemães, melhorando o produto, deixando-o mais confortável.

 

1861 - Existem ilustrações de preservativos de borracha, na literatura da época.

 

1870 - "No século XIX, mulheres alemãs bebiam chás feitos de folhas de árvores que não davam frutos, pois elas acreditavam que se as árvores não davam frutos elas também não engravida­riam".

 

1870 - O preservativo de borracha só apareceu na Europa neste ano, quando o escocês Mac Intosh passou a fazer o produto em série. No verão, sua fábrica fazia balões para crianças. No inverno, ele se encarregava de tornar mais seguras as brincadeiras dos adultos que se escondiam do frio. As camisinhas de borracha logo se espalharam pela Grã-Bretanha.

 

1873 - Nos Estados Unidos, uma Lei proibiu o envio de materiais "obscenos, libertinos e lascivos" pelo correio americano, incluindo contraceptivos. Com isso, 65.000 camisinhas foram apreen­didas em depósitos. Os médicos corriam o risco de ficar presos por 10 anos se citassem o item em sua correspondência. Essa lei vigorou até 1965. O uso de camisinhas, porém, continuou, sendo fabricadas e vendidas em segredo até meados do século XX.

 

1880 - A partir desse ano, muitas inovações foram sendo incorporadas à camisinha de látex. O produto tornava-se muito popular, embora o uso de tripas de carneiros ainda dominasse o mer­cado.

 

1883 - A criatividade já tinha chegado às embalagens: alguns pacotes vinham com o rosto do primeiro-ministro inglês, William Gladstone, e até da rainha Vitória. O produto, então, era associado com a alegria de viver.

 

1890 - No fim do século 19, os preservativos ainda não eram descartáveis. Nas farmácias francesas, por exemplo, eram vendidos com garantia de cinco anos! E, apesar da concorrência das versões de borracha, as camisinhas feitas com tripas de carneiros e bodes só perderiam a popularidade no começo do século 20.

 

1901 - Surgiu nos Estados Unidos a primeira camisinha com reservatório para o esperma. Um avanço!

 

1910 - Ainda se tentou usar a bexiga natatória dos peixes como matéria-prima para a camisinha, mas a iniciativa não vingou, diante das tripas de carneiros e do látex.

 

1920 - Nas grandes cidades europeias, lojas especializadas em higiene pessoal começaram a vender modelos bastante requintados de camisinha. “A riqueza e a diversidade dos produtos incluía preservativos perfumados, com formas e texturas surpreendentes, vendidos com discrição ou muito bem disfarçados sob a fachada de uma honrosa cai­xa de charutos Havana”, escreve Vincent Vidal.

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